sexta-feira, 21 de junho de 2013

Estudantes digitais

Analisando os vídeos propostos pude refletir um pouco mais sobre a educação na era digital. Realmente, nós adultos de hoje não conseguimos compreender o desinteresse dos alunos por nossas aulas. Para nós, é comum entrarmos numa sala de aula e aguardarmos enfileirados, um professor/mestre que, conforme vídeo, era o único provedor da informação, o qual, nos transmitia todo conhecimento almejado. Mas, não somos culpados por isso, esta foi a nossa época, o nosso ensino, a nossa cultura e tradição. E foi assim que aprendemos, que nos desenvolvemos e hoje somos professores com muito a ensinar. Devemos considerar também, que estamos em época de transição, nascemos no século XX e devemos lecionar no século XXI, na era digital, a qual chegou a nossas vidas posteriormente. Estamos, portanto passando por uma metamorfose educacional, na qual, a forma de ensinar e aprender toma novos rumos, ainda desconhecidos por nós, professores aprendizes digitais. Neste sentido, também não conseguimos compreender nossos alunos digitais, da era digital, já que estes, também passam por conflitos e necessitam de professores mediadores e não “provedores”; necessitam de professores que os envolvam, que os ensinem a pensar, pois as informações já estão aos seus olhos; estes tem o “controle remoto” nas mãos e só precisam selecionar, analisar e saber o que fazer com toda a informação ao seu alcance.

Palestra Marcelo Tas em Sete Lagoas

Os estudantes da era digital

A Visão dos Estudantes Hoje

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A escola mediando a infomração e o conhecimento

Conforme o texto de Pozo, podemos constatar nas escolas o quanto a aprendizagem dentro do ambiente escolar apresenta-se defasada. Então como os alunos aprendem? Como o aprendizado se dá por muito mais tempo, ao longo de toda vida? Não é difícil responder. O aprendizado se dá fora da escola. O aluno está cercado de informações, tecnologias, experiências, enfim, conhecimentos, os quais se encarregam de garantir uma aprendizagem dinâmica, interessante e constante aos olhos do estudante. Sendo assim, a escola nos padrões de ensino tradicionais, tem pouco a oferecer a quem já está além dos conteúdos básicos dos currículos. Isso não quer dizer que a escola seja dispensável, muito pelo contrário. É aí que ela precisa estar presente, atualizada e capacitada a orientar, “a formar os alunos para terem acesso e darem sentido à informação, proporcionando-lhes capacidades de aprendizagem que lhes permitam uma assimilação crítica da informação”(Pozo e Postigo, 2000).

Sociedade de informação sem conhecimento

Infelizmente, podemos ver claramente profissionais com péssima qualificação sendo formados nas instituições de ensino do Brasil. Vemos professores saindo das universidades sem uma experiência mínima para lecionar; engenheiros que chegam ao mercado de trabalho com conhecimento apenas teórico em sua profissão, sem a capacidade de criar, de prover críticas, de pensar por si só. Há muita informação, sendo que as pessoas não estão sabendo o que fazer com ela, não estão sabendo selecionar e fazer suas próprias considerações. E assim, pode-se constatar ao nosso redor, que tanto empresas públicas, quanto privadas, estão tendo que investir no treinamento e qualificação de seu pessoal para não ficar sem o profissional de que necessitam. Enfim, segundo Valente “a escola não está conseguindo contribuir para o preparo de cidadãos capazes de atuar na sociedade do conhecimento”. Uma sociedade de informação sem conhecimento.

Tecnologias na escola como na vida de professores e alunos

Vivemos num mundo globalizado, em constante transformação, onde a cada dia surgem novas tecnologias. Para adentrar nesta sociedade cada vez mais dinâmica, precisamos estar preparados para dar conta destes sujeitos da educação atual que estão nas salas de aula com “sede” de conhecimento. Romper nossas barreiras atitudinais quanto às tecnologias é o primeiro passo, pois precisamos compreender que os saberes vão além de livros, papeis e currículos rígidos. O saber se constrói, não pode ser imposto. Isto significa tornar as tecnologias aliadas da educação, sendo o professor o mediador e este, junto ao aluno construir conhecimentos tornando assim o aprendizado instigante, prazeroso e significativo. Compreende-se que não é tarefa fácil para muitos de nós, que nascemos anteriormente às novas tecnologias de informação. Somos afinal da época da máquina de datilografia quando quem tinha tal curso sentia-se orgulhoso com seu certificado. Depois chegaram outros aparatos como vídeo game, vídeo cassete, TV com controle remoto e com “muitos botões”, que não se entendia o porquê. Enfim, o tempo foi passando e hoje todo educador precisa entender a importância e necessidade das novas tecnologias na sociedade atual. Sendo assim, é preciso que todo professor busque adaptar-se e mantenha-se constantemente atualizado quanto às mudanças tecnológicas existentes no mercado e que aparecem na escola. O professor precisa apropriar-se das tecnologias e ferramentas disponíveis e construir uma visão que as link com seus objetivos de ensinagem, visando o interesse do aluno por estudar, por aprender. A escola precisa ser instigante, precisa ser atrativa tão quanto a vida fora dela. Não cabe mais ao professor privar o aluno de conhecimentos tecnológicos disponível, por não saber utilizá-lo ou por insegurança. Afinal, ensinar é um constante aprendizado, e para atender este nosso alunado, o qual muitas vezes, possui além de nossas habilidades computacionais, faz-se necessário que professor e aluno tornem-se parceiros de aprendizagem, um interagindo e partilhando com o outro na busca de novos saberes e conhecimentos.